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Viver é isso

 A vida é difícil ou nós que a complicamos?
Uns brincam, "A vida é tão estúpida que já quando nascemos o médico nos bate".
Tudo na vida tem seu lado bom e ruim, basta optar por ser pessimista ou otimista, mas, às vezes, conseguimos ver apenas que o "copo está quase vazio". Decepções acontecem a todo tempo. Lembro que as primeiras foram logo na infância, quando pedia algo para minha mãe e ela respondia: na volta a gente compra. É... Sempre voltávamos de mãos vazias. Isso de certa forma me ensinou alguma coisa, ser persistente, e, também, não esperar muita coisa das pessoas. Essa "volta", que minha mãe dizia, acabou tendo significados mais complexos conforme eu crescia, e hoje entendo, que muito do que as pessoas deixam para depois, é porquê, na verdade, elas não querem aquilo, afinal, se aquele "algo" é um desejo de alguém, ela o tornaria prioridade, não deixando para o "depois".
Prioridades. É uma palavra que acaba se tornando dolorosa, porque, a partir do momento que você faz a escolha de deixar algo em primeiro plano, outra coisa acaba ficando em segundo, outras em terceiros, quartos... e assim vai. Parou para pensr que os menos "priorizados" podem ser pessoas? Algumas podem nos considerar de uma tal forma que nem fazemos ideia. Mas é complicado. A vida é complicada, e acabamos complicando ainda mais, sim. O complicado é priorizar, afinal, não sentimos esse efeito, mas e quem é "despriorizado" (Deus, existe essa palavra?)? Uns sábios bem-dizem: "Só lembra da dor quem foi atingido por ela".
Viver é isso, deixar acontecer, deixar se decepcionar, ser decepcionado. É o mal do século.

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